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19.11.09

EPISÓDIO 9 - ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA...


É isso ai pessoal, desculpem a demora pela postagem e pela vitória, rs, mas finalmente podemos escrever um comentário sobre um episódio em que tudo deu certo pra gente, e é claro, vencemos, o que naquele momento foi muito importante para nos dar confiança e saber que apesar de todas as dificuldades que enfrentávamos, contra todas as probabilidades, contra tudo e contra todos, ainda poderíamos nos superar.
Depois de quase sermos eliminados na etapa anterior, a realidade é que agora largaríamos em último lugar, os fatos pareciam conspirar contra nós, todos nos perguntavam se estávamos preparados para uma possível eliminação, mas apesar dos fatos e de todos nos desacreditarem, nós em momento algum tivemos qualquer pensamento de derrota, ao contrário, mesmo sabendo das dificuldades, alguma coisa dentro de nós falava mais alto e dizia que aquele era o nosso dia, isso nos acalmou, nos deixou mais tranquilos do que em qualquer outra etapa e foi assim que chegamos lá.
A etapa começou quando deixamos a fortaleza em Cartagena com destino ao aeropoto, aonde deveríamos tomar um vôo para a Cidade do Panamá, desde aquele momento em que foi autorizada nossa saída, começamos nossa luta contra o relógio, descemos as rampas da fortaleza correndo como loucos, tomamos o primeiro táxi que vimos e tratamos de pedir para o motorista escolher o melhor caminho e ir o mais rápido possível, nossa estratégia inicial foi boa, pois tiramos três minutos da dupla que estava a frente, isso nos estimulou ainda mais.
Já era noite quando chegamos na cidade do Panamá, todos cansados e com os nervos a flor da pele. Dada a saída tomamos um táxi até o Centro de Convenções aonde se encontrava a próxima caixa de pistas, ao chegarmos nos deparamos com um estacionamento escuro com os venezuelanos Daniel e David e nossos compatriotas Anna e Rodrigo procurando pela misteriosa caixa de pistas, logo também começamos a procurar, Carlinhos e eu então resolvemos vasculhar todo estacionamento, mesmo em meio a escuridão e as árvores, Daniel e David fizeram o mesmo, Anna e Rodrigo preferiram voltar ao táxi e procurar outra entrada nas redondezas.
Um fato engraçado aconteceu quando nós encontramos um trailler em meio a escuridão, depois de pensar bastante concluímos que não seria impossível que aquele trailler ali parado poderia ter algo a ver com a corrida, vocês não imaginam como participar de um “The Amazing Race” pode te deixar pirado, você pensa de tudo mesmo, desconfia até da sua sombra, rss. Voltando a história, resolvemos bater na porta do trailler, já era madrugada, depois de bater algumas vezes, as luzes se acenderam e a porta se abriu, um gringo com cara de alemão abriu a porta todo descabelado e com cara de sono, quando abriu a boca falou “What’s happening?”, logo vimos que aquilo nada tinha a ver com a corrida, havíamos simplesmente acordado um turista que acampava por ali, logo o gringo voltou para dentro depois de uma voz feminina o chamar, pedimos desculpas é claro, só espero que não tenhamos atrapalhado nenhuma outra atividade noturna do gringo que não fosse dormir, mas acho que não, pois o trailler não estava balançando e a cara do gringo era de quem já estava no sétimo sono mesmo, rss.
Depois da história do trailler vimos uma movimentação de pessoas no portão lateral do estacionamento, corremos para lá e encontramos umas daquelas famosas plaquinhas informando que os portões só se abririam no outro dia, pelo menos poderíamos dormir.
Fomos para o hotel famintos, por isso mesmo antes de dormir, junto com David e Daniel e Anna e Rodrigo, encontramos um restaurante “self service”, comemos pra caramba, principalmente feijão que já não sentíamos o gosto desde a etapa do Brasil, dormimos satisfeitos aquela noite.
Na manhã seguinte tomamos um táxi de volta ao estacionamente do “Figali Convention Center”, todas as duplas estavam reunidas em frente aos portões, cada um com uma idéia diferente do que faríamos naquele lugar, a inspiração para as idéias vinha dos “Diablos rojos” espalhados pelo interior do estacionamento, já era certo para nós que teríamos que dirigi-los, até discutimos entre nós quem o faria caso se tratasse de um Obstáculo, mas os portões se abriram e todos ficamos decepcionados, era uma simples tarefa de encontrar desenhos nos ônibus.
De qualquer maneira nós encontramos rapidamente o “Diablo rojo” correspondente ao nosso desenho, creio que, se não fomos a primeira dupla a encontrar, fomos no máximo a segunda, porém, nosso condutor ficou moscando e deixou todos os outros “diablos” sairem do estacionamento na frente, ficamos “putos da vida” com aquilo, mas chegamos na praça a tempo de encontrar a todos e pegar a pista que nos indicava o Desvio.
Lemos a pista e decidimos rapidamente pela opção do “pasa cables”, então foi só correr para encontrar um táxi, demorou, mas, após uma disputa com as chilenas, tomamos o táxi e fomos para o Canal do Panamá realizar o Desvio.
Acho que estamos chegando no momento em que todos queriam chegar, a “troca de elogios com os argentinos”, mas antes devemos explicar desde o momento em que entramos no táxi. Acho que muitos não sabem, mas junto com a pista que pegamos naquelas caixinhas, também recebemos o que era chamada “pista adicional”, essa pista adicional continha informações que ao menos tentavam ser precisas de como deveríamos proceder nos próximos momentos, tudo estava lá, desde se poderíamos correr dentro do lugar que entraríamos ou se deveríamos só caminhar, enfim... era nosso “Código Penal”.
A pista adicional do Desvio da Cidade do Panamá foi lida e relida por nós dentro do táxi, por isso sabíamos exatamente como deveríamos agir por lá, sabíamos também que a pista mandava vestir calça cumprida e camisetas de manga longa, assim separamos essas roupas dentro do próprio táxi, para quando chegassemos ao Desvio trocassemos rapidamente. Bem informados entramos no lugar aonde o Desvio seria realizado, entramos correndo e descemos uma grande rampa, no meio da rampa já encontramos Tamara e Matias subindo de volta muito nervosos, com Tamara já gritando algo que não entendemos, depois descubrimos que ela queria que nós também voltassemos e levassemos nossas mochilas para cima, como eles haviam feito, porém, fique claro que eles somente estavam voltando pois, ao contrário de nós, parece que não sabiam que deveriam trocar de roupa e quando chegaram para realizar o Desvio foram informados disso e no momento em que cruzamos com eles na rampa estavam voltando até as mochilas para fazer isso.
Quando percebemos que Tamara gritou para levarmos as mochilas para cima, claro que recorremos de imediato a famosa “pista adicional”, se deixar as mochilas na entrada do prédio fosse obrigatório, ali na pista adicional deveria estar sendo informado isso, a lemos mais uma vez antes de iniciar o Desvio e nada encontramos a respeito, por isso mesmo, iniciamos o Desvio com a consciência limpa de que estávamos agindo de acordo com as regras, pois não seríamos tontos de fazer algo que contra nós possivelmente significaria uma punição ao final da etapa, pois com certeza, ninguém exitaria em punir “los brasileños” qualquer oportunidade para isso com certeza seríamos punidos, pra quem assistiu a etapa fica fácil confirmar o que eu estou dizendo sobre termos conferido a pista adicional antes de iniciar o Desvio, pois quando Tamara voltou nos insultando eu virei para a câmera e disse “a pista não esta falando nada”, o aúdio é claro.
Quanto a discussão com os argentinos, tudo começou pelos motivos já explicados, o resto foi só desespero de uma dupla que estava acostumada a estar na frente e se viu ultrapassada após cometer um erro. Ver o desespero dos argentinos nos deu mais força para terminar o Desvio, quando chegou a hora das tentativas dos argentinos começamos a insultá-los também, o que não é certo, mas foi uma forma de desabafo de quem sempre joga limpo e se viu injustiçado com acusações sem motivo.
O mais importante de tudo isso é que Carlinhos aprendeu muito bem as técnicas de arremeso de cabo e acertou três vezes, nos deixando em primeiro lugar, eu ao contrário quase acertei mesmo a cabeça dos câmeras, rss. Só pra encerrar o assunto, eu sei que pra quem viu o episódio domingo a briga que viram é como se tivesse acabado de acontecer, mas pra gente é só uma coisa de meses atrás, já superada, normal acontecer com pessoas com os nervos a flor da pele como todos estávamos, os argentinos por falta de informação deles achavam que estavam com a razão e por isso gritaram, nós também exercendo a nossa razão gritamos de volta, foi só isso. Claro que não concordamos com a atitude deles, mas a partir do momento que também os ofendemos de volta, também perdemos a cabeça. O que importa pra nós é que deixamos as coisas da corrida de lado e hoje temos amizade com todos.
Bem, saindo do Desvio com a certeza do dever cumprido e de que estávamos entre os primeiros, pois ainda não sabíamos ao certo aonde estavam as chilenas, tomamos nosso táxi até a Estação Ferroviária do Canal do Panamá, lá chegamos sem dificuldade, um pouco anciosos por estarmos tão perto da vitória. Ao chegarmos na estação chega mais um daqueles momentos que deixaram todos nos questionando: “por que não usaram o Retorno contra os argentinos?”, é isso ai,encontramos junto a caixa de pistas, a caixa do Retorno, e a resposta para não o termos utilizado é bem simples, apesar da “raiva” que estávamos sentindo naquele momento contra eles, não poderíamos deixar esse sentimento falar mais alto do que as estratégias que nós havíamos combinado antes mesmo de começar a corrida. Carlinhos e eu havíamos decido que só usaríamos o Retorno caso estívessemos na eminência de sermos eliminados da competição, sendo que nesse caso, usaríamos contra uma dupla que estivesse atrás de nós em uma disputa pela permanência na corrida, como quase fizeram as Casildas contra nós em Cartagena ao tentar usar o Alto.
Contudo, o fator mais decisivo para não o termos utilizado mesmo, para quem não sabe, o Retorno ou o Alto, só podem ser utilizados uma vez durante toda a competição por cada dupla, e não poderíamos “jogar fora” simplesmente por “raiva” um artíficio que nos faria falta na sequência da corrida, pois naquele momento estávamos em primeiro lugar e não precisavamos prejudicar ninguém para manter essa posição, se o fizessemos por sentimentos mesquinhos como fizeram as chilenas contra Anna e Rodrigo, estaríamos indo contra nossos princípios e estratégias. Talvez, depois que soubemos que Anna e Rodrigo foram eliminados justamente por causa do Retorno, pensamos, “poxa deveríamos ter usado para salvá-los”, mas no momento em que encontramos o Retorno, era impossível prever a situação dos que vinham atrás de nós, mesmo porque as duplas não se comunicavam por rádio para Rodrigo ou Anna pedirem socorro dizendo“ou salva a gente ai”. Mas acreditem meus amigos, o único arrependimento quanto ao Retorno talvez seja por Anna e Rodrigo, mas como disse, esse era um fator impossível de prever quando encontramos a caixa do Retorno, já quanto a possibilidade de tirarmos os argentinos, uma dupla forte da corrida, a todo momento tivemos certeza de que caso usassemos o Retorno contra eles no máximo salvaríamos Anna e Rodrigo, pois mesmo os argentinos chegando em último no Panamá, não creio que a etapa seria eliminatória, assim eles continuariam na corrida de todo modo e nós teríamos jogado fora nosso Retorno e de quebra ainda estimularíamos Tamara e Matias a nos prejudicar na próxima etapa.
Mas deixando as conspirações de lado, pegamos a pista e fomos direto para os trilhos da estação ferroviária, lá mais uma caixa de pistas, Obstáculo, então decidimos que Carlinhos deveria fazer para empatar no número de Obstáculos realizados por cada um, naquele momento eu estava com quatro contra três. Carlinhos correu como louco por aqueles trilhos e encontrou a lanterna que funcionava, foi muito emocionante quando ele terminou, pois ali concretizamos nossa vantagem e a primeira colocação.
Deixamos o local do Obstáculo de volta a entrada da estação ferroviária, levados por um veículo da própria empresa que administra o lugar. Na entrada da estação ferroviária vimos vários táxis a nossa espera no estacionamento, todos deixados lá de pré-aviso pela produção, mas nossa sorte e fator decisivo para mantermos o primeiro lugar foi que David e Daniel estavam chegando ao mesmo tempo em que saíamos, e o taxista que os deixou estava manobrando no estacionamento, não tivemos dúvidas, corremos até ele e tomamos o táxi que os venezuelanos haviam usado para chegar lá, evitando usar os táxis deixados no local sob pré-aviso da produção, pois em outras ocasiões quando usamos esses táxis ou carros comuns nessa mesma situação, sempre nos demos mal, com os motoristas se perdendo sem explicação ou andando como tartarugas.
Com um táxi veloz e um motorista gente boa, chegamos até a Marina do maravilhoso Hotel Gamboa, lá procuramos a pista e logo a achamos entre as lanchas que nos levaram até a aldeia indígena Emberá, lá encotramos um clima bem festivo entre os nativos da tribo, muito legal mesmo. Logo começamos a fazer a tarefa, a tatuagem que provocou várias discussões entre nós, mas tudo por um objeto em comum, fazer do melhor jeito pra nos darmos bem no final, na verdade até caprichamos demais, pois para o Cacique tava tudo certo sempre, ele nem olhava direito de tão feliz que estava com toda aquela movimentação na sua aldeia, simpaticão o Cacique, gostei dele, rss.
Terminada a tarefa foi só montar na piroca emberá, pera aí, isso não ficou legal, prefiro chamar de canoa mesmo, rss, e atravessar o rio de volta para o hotel Gamboa. Chegando na margem corremos novamente feito doídos no meio daquela mata, deixamos pra trás, câmera, produtor e qualquer um que estivesse atrás de nós, era muita vontade contida de pisar naquele tapete em primeiro lugar, quando vimos Harris nos esperando a emoção aumentou, foi tudo perfeito, o Hotel, a natureza do lugar e nós chegando em primeiro lugar em meio a tudo isso e a uma etapa em que pela primeira vez nada pode nos atrapalhar.
É isso aí, continuem nos acompanhando aqui no Blog e também os próximos episódios do Amazing que estarão emocionantes.
Ah, é difícil agradecer individualmente cada pessoa que nos manda mensagens aqui no Blog, por isso um muito obrigado a todos mesmo, com certeza estamos muito emocionados por todo o apoio que estamos recebendo das pessoas que simpatizam com a gente em toda a América Latina e apóiam as atitudes que tivemos durante a corrida, isso faz valer a pena virmos aqui e escrever toda semana.
Um grande abraço a todos.
Daniel e Carlinhos.

9.11.09

EPISÓDIO 8 – “O DOCE SABOR DA NÃO-ELIMINAÇÃO”


Pois é pessoal, foi por pouco, muito pouco mesmo, por vários momentos, ou melhor, na maioria dos momentos dessa etapa chegamos a estar por últimos, o que significaria nossa eliminação da competição, mas, como todos viram, além de nossa persistência, contamos com a sorte de uma prova muito doce, rss, e aonde tem comida na parada, não tem pra ninguém.
A etapa começou ainda em Bogotá, quando descemos pelos elevadores da Torre Colpatria em direção ao posto de atendimento da viação aérea que nos levaria até Cartagena, nada muito difícil, só pra rolar um “merchan” mesmo, rss, mas ta valendo, faz parte.
Após um vôo tranquilo até Cartagena, pegamos a pista na saída do aeroporto e tomamos um táxi em direção ao Hotel Softel Cartagena, dessa vez o taxista era bom, esse escolhemos a dedo e ele nos levou costurando o trânsito até o hotel, aonde chegamos e já nos deparamos com Anna e Rodrigo e David e Daniel fazendo a tarefa , ali só começavam as dificuldades de uma etapa cheia delas.
Lemos a pista e logo começamos a tentar montar aquele quebra cabeça de palavras, já que, o livro nunca tínhamos lido, ou seja, não tínhamos também idéia em que capítulo, página, possivelmente estaria a ditacuja frase, diferente da maioria dos competidores, pelo menos dos que falavam fluentemente a língua espanhola, ou seja, de todos menos o Rodrigo, pois até a Anna com família de língua espanhola nesse quesito levava vantagem sobre nós, rss. Na verdade aquele livro de alguma maneira já havia feito parte da vida de todos os participantes, na escola, na faculdade, enfim, todos tinham ao menos alguma percepção de como encontrariam aquela frase, já nós, não precisa nem dizer, pois ficamos quase uma hora tentando achar.
No ínicio perdemos muito tempo tentando adivinhar a frase, montando como em um jogo da memória, mas depois de muito discutir e de muitos “no” do juiz da prova, resolvemos ler o livro, página por página, até chegar na sonhada frase, nessa hora sei por que valeu a pela o meu curso de “leitura dinâmica”, rss. Mas antes de achar tivemos que conviver com as duplas indo e vindo e nós lá com o livro nas mãos. O pior mesmo foi quando as Casildas chegaram e em menos de 10 minutos encontraram a frase, nos deixando em último lugar,”não passava uma agulha aquela hora”, rss, começava ali nossa disputa com as mexicanas.
Nossa sorte mesmo foi que não passaram mais que 2 minutos depois que as Casildas deixaram o hotel para nós encontrarmos a frase, foi um alívio, daí tomamos um táxi até a cidade amuralhada, nesse momento aumentava o drama.
Chegamos a cidade amuralhada em último lugar, mal sabíamos o que deveríamos fazer e nem aonde se encontravam as Casildas, mas tal dúvida durou pouco, logo as avistamos e começou a correria pelas rampas atrás da próxima pista. As Casildas, muito espertas, sabendo que não ganhariam de nós na corrida, fizeram um verdadeiro teatro com alguns transeuntes que nos informaram que deveríamos ir para o outro lado, parabéns pra elas, muito bem bolado mesmo, caímos como patos, rss, mas, felizmente para nós, menos de um quarteirão depois perguntamos novamente e dessa vez nos informaram o rumo correto, voltamos correndo a tempo de evitar que as Casildas usassem o Alto para nós, parece que ainda ouço ecoar o grito da Casildinha pelas muralhas rogando para Casilda mãe parar e não pegar a nossa foto, pois já estavámos na vista delas, e a regra do programa impedia o uso do Alto ou do Retorno nesses casos, uma pena que a edição não mostrou a situação completa, teria sido muito mais emocionante para vocês.
Passada a situação com as Casildas, chegava a hora de escolher para que lado do Desvio deveríamos ir, escolhemos o lado das cestas, pois já havíamos visto as mesmas por ali e pensamos que seria mais fácil, na verdade não pensamos direito mesmo, já começamos a fazer o Desvio fisicamente prejudicados, eu com o pé muito machucado e o Carlinhos bem cansado, além da pressão psicológica de estarmos em últmo lugar, acreditem, isso muda muito as coisas.
Corremos sem rumo pela muralha, quase nos matando com aquelas cestas, com o povo nos dando informações desencontradas sobre os nomes de cada ponto da muralha, a dor aumentava a medida em que ficavamos mais perdidos. Nesse momento, não tenho dúvidas em dizer que tomamos a decisão que nos salvou da eliminação, trocamos o lado do Desvio. Ah, só um momento para uma pequena explicação quanto ao Desvio que eu sei que tem muita gente em dúvida quanto a isso, só pra esclarecer de uma vez só, a regra do programa, que todos os competidores foram informados antes de ser dada a largada, era de que para efetuar a troca de um lado do Desvio para o outro, antes era necessário ao menos iniciar a execução do lado inicialmente anunciado pela dupla como escolhido, ou seja, a dupla anunciava que desejava fazer a opção A ou B, iniciava a execução do lado escolhido e, se achava que tal opção não era a ideal, anunciava em direção as câmeras que desejava trocar para o outro lado, mas antes, essencialmente deveria iniciar o lado esolhido como primeira opção para só depois trocar de lado, e foi exatamente isso que fizemos, de acordo com as regras, diferente das Casildas que por duas vezes anteriores já haviam trocado o lado do Desvio (Valparaiso e Peru) sem fazer esse procedimento, mas só foram punidas mesmo na segunda vez que fizeram isso.
Bom, continuando, espero que todos tenham entendido, rss, foi a melhor coisa que fizemos ao trocarmos o lado do Desvio, pois acho que aquelas cestas nos eliminariam com certeza e, ao chegarmos do outro lado do Desvio, depois de cortarmos correndo meia cidade para acharmos o lugar, vimos que era realmente a opção mais fácil, ridiculamente fácil, muito desproporcional em relação a opção das cestas, e além disso aquele navio era bem pertinho do local do Obstáculo. Nem preciso dizer que quando chegamos no navio as Casildas já estavam lá subindo no mastro, esperamos elas acabarem e subimos voando aquele mastro.
A pista nos mandou para uma feirinha de flores local, aonde os populares, não sei porque, tentaram nos confundir, nos mandando para o lado errado, mas vimos de lá mesmo o alvoroço do outro lado da rua e percebemos que o negócio era ali mesmo, rss, fomos direto para o tumulto e já encontramos todos comendo e vomitando, David e Anna nos apontaram a caixa de pistas, Obstáculo, comida, era pra mim mesmo, não tivemos dúvida.
Me sentei na calçada, olhei aquele pote imenso de doces, o que não é nem de longe minha preferência gustativa, e me concentrei para comer, pois sabia que daquilo dependia nossa permanência no programa. Ah, logo tivemos que trocar de calçada, pois a que sentamos estava dando choque, acreditem, tinha algum fio solto por lá, rss, pensei que era “fio terra”, mas ai lembrei que os colombianos gays já estavam eliminados, rss, brincadeira viu.
Fomos para o meio do calçadão literalmente, com o povo todo em volta, nessa hora a Anna tava dando o show dela, a galera ficou empolgada, foi só risada em meio a tanto vômito, um verdadeiro espetáculo de bizarrisses, até um traveco estilo do Ronaldo apareceu pra dar o ar da graça, rss.
Com o apoio do Carlinhos e sua “dança do doce”, continuei comendo enquanto David e Anna terminaram e sairam em direção ao pit stop, novamente éramos nós e as Casildas, e que me perdoe a Casildinha, mas ela não tinha como ganhar de mim ali mesmo, era foda comer aquilo para mim, imagina para ela. A Casilda mãe ainda tentou me desconcentrar psicológicamente, cheia de graça pro meu lado, “ayuda Casildinha, vamos Daniel”, mas para nós já bastava o teatro da muralha, dessa vez não rolou Casilda, rs, tínhamos que eliminar alguém mesmo que tivessemos simpatia pela dupla, como tínhamos pelas Casildas, então a multidão se inflamou e começou a bater palmas, meus doces estavam acabando, só sobravam aqueles cumpridinhos que, com o perdão da palavra, pareciam “merda mole”, tudo caído no chão, mas não deu nada não, mandei pra dentro, ufaaa, acabaram, e mais uma vez sem vomitar, meu balde ficou limpinho, nunca aquele ditado “o que não mata engorda” foi tão verdadeiro, rsss.
Saímos de lá naquela carroagem, nada poderia ser tão recompensador, sair daquele “circo bizarro” coberto de glórias, ou vômitos no caso das outras duplas, rss, com o povo todo aplaudindo, me senti meio na Bahia ali em Cartagena, o povo bem acolhedor, então levantamos na carroagem e gritamos como loucos como modo de estravazar e recompensar o povão pelo apoio.
Antes de chegar ao Pit Stop, ainda deveríamos subir uma rampa enorme, nada mais justo do que o Carlinhos carregar a minha mochila né, rss, pisamos no tapete já tranquilos de que permaneceríamos na competição, daí só foi rezar pra Casildas chegarem logo e todos podermos ir descansar no Hotel depois de um dia mais do que intenso.
Bom, é isso aí, continuem nos acompanhando nessa aventura que está cada vez mais emocionante e lendo nossos comentários aqui no Blog.
Um abraço a todos e qualquer dúvida estamos por ai pra esclarecer, usem o nosso Blog para questionar.
Abração.
Daniel e Carlinhos.

2.11.09

EPISÓDIO 7 - "Porra Javier"


Olá pessoal, mais um episódio e mais explicações sobre o que aconteceu com nós nessa etapa, pelo menos é o que vamos tentar fazer mais uma vez, rss, mesmo que isso seja um pouco difícil, pois nós só podemos mesmo comentar basicamente o que foi exibido no programa.
Mas vamos lá, resumidamente essa etapa foi decidida pela sorte ou azar com os motoristas das caminhonetes que nos levaram de lugar para lugar em Bogotá e suas redondezas, ou seja foi definida na estrada, quem tivesse o melhor motorista levava. E pelo que vocês, que são bem espertos, perceberam assistindo o episódio, infelizmente não contamos com a “sorte” no quesito trânsito e motorista.
A etapa começou com as equipes saindo de Ollantaytambo com destino à Cusco, e nós com os argentinos sempre na nossa cola, tanto é que marcamos nossos nomes no quadro de horários no aeroporto em Cusco exatamente no mesmo minuto. Ainda no Peru, tomamos um táxi com um motorsta “meia boca” que depois de abrir vantagem dos argentinos na estrada até Cusco, ficou com “dózinha” de colocar seu carrinho na estrada de terra e pegou um caminho mais longo, enquanto o taxista dos argentinos entrou no espírito da competição e enfiou seu carro na terra chegando antes em Cusco, lá ainda voltamos a alcançá-los, mas, como o programa mostrou, o ditacujo do nosso taxista parou na portaria do aeroporto quando não precisava e os argentinos conseguiram colocar o nome primeiro no quadro de horários.
Mas pra falar a verdade se realmente soubessemos o motorista que nos aguardava na Colômbia, desejaríamos, do fundo de nossos corações, levar nosso taxista peruano que consideramos “meia boca” para a Colômbia, mas infelizmente isso não era possível, rsss.
Em Bogotá, deixamos o aeroporto mais uma vez com os argentinos pisando na nossa sombra, e, lá mesmo no estacionamento do aeroporto, pegamos as caminhonetes que nos conduziriam naquele país, coitadinho de nós, lá conhecemos nosso motorista colombiano, um cara baixinho, meio gordinho, meio careca, uma figura que seria até simpática a primeira vista se não fosse sua primeira atitude com nós ao entrarmos no carro, ao comprimentá-lo como de costume fazíamos com nossos motoristas, o cara parecia ter problema mental, é sério meu, ele ficou mudo com uma cara esquizita e fez sinal com a mão de que não poderia falar com a gente durante todo o trajeto, no começo foi até meio engraçado, demos risada pra valer, achamos que fosse até brincadeira, que ele fosse sarrista, mas o cara tava falando, ou melhor, “gesticulando” sério. Daí em diante não demorou pra começar nosso inferno astral colombiano.
Durante o trajeto até a cidadezinha colombiana “estilo Brotas”, cheia de cachoeiras e rios, nós fomos tentando ao menos estabelecer contato com o motorista e, como por um milagre, ele nos disse seu nome, Javier, esse é o nome do fanfarrão. Não foi preciso mais do que 15 minutos pro Javier cometer a primeira de muitas “cagadas”, me desculpem o termo ai gente, mas não tem outra palavra pra descrever, o cara já se perdeu logo na saída de Bogotá, daí tivemos que voltar quase metade do caminho e pegar a saída correta, nessa hora os argentinos, que até então estavam na nossa cola, abriram muito e chegaram bem antes que nós no Obstáculo.
Mas calma que não foi só isso, quando pegamos a estrada deu medo, o cara era muito ruim de volante, até hoje acho que ele estava realmente tentando matar a gente, rsss, cada curva era um emoção diferente, e olha que eu não fico enjoado nem em montanha-russa, mas o Javier quase conseguiu fazer com que nós vomitassemos dentro daquela caminhonete, rss, ele andava feito tartaruga nas retas e acelerava nas curvas, fora que o cara não sabia trocar de marcha, imagina um cidadão desses dirigindo uma caminhonete 4x4, só rindo pra não chorar.
Antes de chegar na entrada da estrada de terra que leva até as cachoeiras o Javier aprontou mais uma das dele, passou reto da entrada, quem nos salvou mesmo foi o motorista da Anna e do Rodrigo que deu aquela buzinadinha amiga pra avisar que ele tava errado, ah, esqueci de falar, essa hora todo mundo já tinha passado a gente na estrada, só não passaram o Guillermo e o Gabriel mesmo porque esses já estavam eliminados, rss. Mas sabe que eu não sei o que foi pior, o Javier quase passar reto da entrada ou o Javier voltar para a entrada, é isso mesmo, pois na hora que o cara botou aquela caminhonete naquela estradinha de terra sinuosa, te juro, parecia filme de terror, não sei até hoje como ele não matou nenhum cachorro atropelado, fora as cabeçadas que nós demos no teto caminhonte, ai ai.
Chegamos finalmente no Obstáculo, e vivos acreditem, agora além de eu (Daniel) ter um pé torcido, fruto das montanhas peruanas, tinha vários galos na cabeça, rss. Nós sabíamos que tínhamos uma missão, recuperar as posições perdidas na estrada, o Carlinhos mais inteiro mandou ver e foi de corpo e alma fazer o rapel, o cara se matou, parecia um louco, se jogou no meio das pedras, até bicho-de-pé o cara pegou, quando terminou de fazer o Obstáculo eu vi o cara quase caindo de exaustão, mas com muiiita raça cumpriu sua missão e passou a Tamara e a Anna que tinham chegado antes, só não passou a Ferna mesmo pois elas tinham muita vantagem, o cara acabou o Rapel nos deixando em segundo lugar, segundo lugar viu, é isso mesmo galera, recuperando as posições perdidas na estrada pelo Javier.
Mas como diz o outro “felicidade de pobre dura pouco”, a pista mandou e nós voltamos pra nossa caminhonte com destino à Fazenda de Café, ou melhor voltamos pro Javier, rss, daí não precisou mais que 1 km pra Anna e Rodrigo e Tamara e Matias passarem a gente na estrada, afinal era o Javier minha gente, o pior motorista da Colômbia, todo o esforço do Carlinhos foi em vão. Na estrada até a fazenda o cara fez de tudo, se perdeu, quase capotou nas curvas e quase matou um daqueles carinhas que ficam sinalizando na estrada com aquelas bandeirinhas de cor laranja fosforessente, foi uma fina, por questão de 5 centímetros o cara não vira presunto, depois dessa nós até desencanamos e pedimos pro cara maneirar, senão, além de eliminados da corrida iríamos voltar pra casa no compartimento de cargas do avião. Nessa hora desencanamos tanto que até paramos pra dar uma “mijadinha” com calma na estrada.
Aos trancos e barrancos, aliás muitos trancos, chegamos na Fazenda, mas não sem antes o Javier passar reto da entrada da Fazenda, caras, nessa hora deu vontade de bater no cara, foi um festival de palavrão, sei que não é certo xingar as pessoas por mais cabeçudas que elas sejam, mas foi muita coisa, não deu pra segurar, o Javier teve que ouvir uns bons palavrões em português, mas só serviu pra desabafar mesmo, pois ele continuou fazendo das deles, rss.
Na Fazenda, fora ter que costurar aqueles sacos de café, que foi um saco, rs, foi relativamente fácil e saímos de lá praticamente juntos com David e Daniel, ah, na saída pra voltar pra Bogotá, o Javier tava quase indo pro lado contrário minha gente, isso porque ele tinha acabado de vir de Bogotá, até nós que nunca havíamos estado por lá sabíamos o caminho.
Novamente em Bogotá, em um momento de lucidez do Javier, chegamos ao Museo sem nos perder, pegamos a pista do Desvio e escolhemos a opção do Spa, depois de tanto passar nervoso desde de o ínicio da etapa, acho que foi a escolha mais sensata, foi muito boa aquela massagem pra retirar o stress, ainda bem que não rolou a depilação que até pensávamos que poderia acontecer, rssss.
Saímos do Spa relaxados e melecados de chocolate, com coragem até pra encarar o Javier, que não se perdeu no caminho até as cabines telefônicas e a torre Colpatria, mas só pra não ficar barato ele escolheu o caminho mais longo até lá, o que permitiu que David e Daniel, que sairam do Spa depois de nós, chegassem na nossa frente no pit stop. Quando nós chegamos na cabine telefônica já sabíamos que deveríamos ir até a torre Colpatria, pois ouvimos a ligação do David, mas era preciso fazer nossa própria ligação antes de subir na torre.
Bom, saiu barato pra nós esse quinto lugar, acho que se as Casildas não tivessem a multa e se o colombiano Diego não estivesse com o joelho “podre”, nossa história no “Amazing” teria acabado ali mesmo em Bogotá, graças ao nosso ”muy amigo” Javier.
Sabe, que apesar de tudo não conseguimos sentir raiva do Javier, acho que adquirimos até uma certa simpatia por ele, se não me engano isso tem um nome né, Síndrome de Estocolmo, preciso dar uma confirmada no Google, mas acho que é isso, rss.
Bom, fica assim dessa vez, melhor sorte na próxima, bola pra frente e continuem nos acompanhando.
Um grande abraco.
Daniel e Carlinhos.

29.10.09

EPISÓDIO 6 - MACHU PICCHU


Olá pessoal, já chegamos ao sexto episódio, e taí um episódio que com certeza foi muito mais emocionante para nós que estívemos lá do que pra quem assistiu, isso porque, por mais tempo que a edição do programa tivesse para tentar transmitir toda a emoção de estar em um lugar tão especial , não conseguiria em somente 45 minutos.
Deixamos o “Parque de Las Aguas” em Lima com destino à Cusco, e quando lemos a pista que indicava esse destino ficamos muito empolgados, pois tudo levava a crer que conheceríamos Machu Picchu.
O vôo até Cusco foi cheio de surpresas, pois das alturas pudemos observar toda a beleza dos Andes Peruanos e vários traços de civilizações antigas, como ruínas e as incríveis Linhas de Nazca. Logo desembarcamos em Cusco, e todos nós, obecendo a ordem do quadro de horários, tomamos um táxi e fomos direto ao “Hotel Europa”, aonde, quando esperávamos seguir com a corrida, recebemos a informação de que lá deveríamos permanecer por 24 horas para nos adaptarmos aos efeitos da altitude, o que, apesar de muito chá de coca não aconteceu, mas pelo menos foi bom para descansarmos um pouquinho, rss.
Passadas 24 horas, com 7 duplas na disputa, fomos liberados para seguir com a corrida e saímos do hotel junto com os venezuelanos David e Daniel, 20 miutos após Anna e Rodrigo e Matias e Tamara. A pista indicava qur deveríamos encontrar a “Nusta Maria” em uma praça muito conhecida de Cusco, o mais engraçado foi que perguntando a populares alguns nos disseram que se tratava de uma pedra com esse nome, rss, ou foi isso ou não entendemos direito mesmo, mas quando chegamos na praça logo vimos que que a “Nusta Maria” era uma mulher, figura típica da região.
A pista entregue pela “Nusta” mandava encontrar uma caminhonete que facilmente achamos ali mesmo na praça e nos dirigimos até um parque de aventuras aonde realizamos o Obstáculo, que diga-se de passagem foi muito emocionante, na verdade nós dois queríamos realizar esse Obstáculo, mas como tínhamos que manter um equilíbrio no número de obstáculos realizados, pois, de acordo com as regras do programa, cada integrante da dupla só pode realizar 6, decidimos que Carlinhos deveria fazer, já que até aquele momento ele só havia feito 1.
Saímos de lá direto para a feirinha Inca aonde estava a próxima pista, e lá, temos que confessar que tivemos grandes dificuldades para achar a bandeirinha do programa em meio todo aquele colorido da Feira, rss, mas o importante é que encontramos a tempo e as outras duplas nos alcançaram. Assim, seguimos para as montanhas aonde deveríamos realizar o Desvio.
O Desvio nos cansou tanto físicamente como psicológicamente, pois já chegamos no local muito nervosos com nosso motorista que nos levou ao estacionamento errado depois de termos escolhido o lado do milho do Desvio, apesar de nossos pedidos para que nos deixasse no Estacionamento “B”, correspondente ao nosso lado do Desvio, ele errou feio e nos deixou no “A”, estacionamento correspondente ao outro lado do Desvio.
Tudo isso, apesar de termos feito muito rápido o Desvio, nos prejudicou e perdemos a terceira posição para os venezuelanos que terminaram o Desvio depois de nós mas tinham o seu carro estacionado no local correto e, enquanto nós andamos 15 minutos para voltarmos ao nosso carro, eles andaram cerca de 3 minutos somente.
Realizar esse Desvio que exigiu grande esforço físico só nos serviu para comprovar a grande diferença de estar ou não na altitude, realmente falta ar, muito difícil mesmo, lá até me machuquei feio, torci o pé e me cortei nos arboredos espinhosos. Depois dessa nunca mais critico os jogadores de futebol que justificam suas derrotas para times bolivianos por causa da altitude, rss.
Finalmente chegamos a Ollantaytambo, que para nós foi mais dfícil pronunciar o nome do que realmente encontra-lá. Uma cidadezinha muito simpática, porta de entrada para Machu Picchu, quase um vilarejo, se não fosse pelos táxis que rondam o local e pelos belos restaurantes, daria pra pensar que estávamos nos tempos em que os Incas dominavam a América do Sul.
Em Ollantaytambo todas as duplas se juntaram novamente esperando o “Puesto de Lanas” abrir no dia posterior. Na manhã seguinte todos fomos para a praça central realizarmos a tarefa, nós encontramos a sementinha com a inscrição Peru no meio das bolas de lã antes que todos, então começamos nossa “via sacra” em busca do ditacujo “Senhor Quispe”. Começamos pedindo informação ali mesmo na praça central, Matias e Tamara, os argentinos também fizeram o mesmo e, para eles, como para nós, disseram que o tal Quispe vivia alguns quarteirões para baixo, corremos todos juntos perguntando pelo caminho, foi nesse trajeto que encontramos mais uns “10” senhores com o nome Quispe, deve ser algo como Santos ou Silva aqui No Brasil, rss.
Nesse momento nós (Daniel e Carlinhos) nos separamos das outras duplas e encontramos um menininho que nos disse que o verdadeiro Quispe, um artezão local, morava perto de onde estávamos, seguimos a dica e o encontramos finalmente. Matias e Tamara nos viram correndo em direção ao local e fizeram o mesmo.
A pista entregue por Quispe indicava que deveríamos correr até a Estação e tomar um trem até Machu Picchu, coseguimos pegar o segundo trem que saia, com Matias e Tamara na nossa cola.
O trem nos levou atá a bela cidade de Águas Calientes, aos pés de Machu Picchu, lá tomamos um ônibus montanha acima, mais uma vez acompanhados dos argentinos. Desembarcamos logo na entrada da “cidade perdida” e corremos como loucos para chegarmos na frente de Matias e Tamara, conseguimos e, com certeza foi um dos momentos mais emocionantes do “Amazing” quando nos demos conta de que estávamos em Machu Picchu, foi um dos poucos momentos em que o nervosismo da corrida foi embora, até esquecemos da competição, era um sonho realizado, conhecer Machu Picchu, até hoje fechando os olhos ainda posso ver a imagem das ruínas e das montanhas que tivemos quando chegamos no “Pit Stop”, foi muita emoção, tempo para parar um pouco, meditar e pensar em nada, foram horas maravilhosas até que toda a equipe do programa deixasse o lugar.
Ah, e claro, ainda de sobra conquistamos um bom segundo lugar, rss
E pensando um pouco mais em Machu Picchu que dizemos até mais e continuem nos acompanhado nessa aventura pela América Latina.
Um abraço
Daniel e Carlinhos.